{"id":4034,"date":"2024-05-29T13:52:08","date_gmt":"2024-05-29T16:52:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdoaftm.com.br\/?p=25843"},"modified":"2024-05-29T13:52:08","modified_gmt":"2024-05-29T16:52:08","slug":"a-funcao-da-infraestrutura-na-formacao-das-cidades-inteligentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fenafim.org.br\/site\/2024\/05\/29\/a-funcao-da-infraestrutura-na-formacao-das-cidades-inteligentes\/","title":{"rendered":"A fun\u00e7\u00e3o da infraestrutura na forma\u00e7\u00e3o das cidades inteligentes"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.fenafim.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/a-funcao-da-infraestrutura-na-formacao-das-cidades-inteligentes.jpg\" class=\"ff-og-image-inserted\"><\/div>\n<p><span>A infraestrutura tem sido um desafio para cidades brasileiras. Em um semin\u00e1rio promovido pelo Valor Econ\u00f4mico, jornal O Globo e r\u00e1dio CBN, dentro do projeto \u201cG20 no Brasil\u201d, especialistas enfatizaram a \u201cnecessidade de considerar a realidade local ao inv\u00e9s de adotar solu\u00e7\u00f5es estrangeiras para as cidades brasileiras\u201d. Essas conclus\u00f5es foram apresentadas no painel \u201cCidades inteligentes e desenvolvimento: como entregar o futuro aos cidad\u00e3os\u201d, realizado em 16 de maio de 2024.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com uma publica\u00e7\u00e3o no Valor, os envolvidos concordaram sobre a import\u00e2ncia de investimentos em a\u00e7\u00f5es preventivas, especialmente em face dos danos causados pelas enchentes no <a href=\"https:\/\/blogdoaftm.com.br\/campanha-solidaria-aiamu-ajudando-o-rio-grande-do-sul-rs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rio Grande do Sul<\/a>. \u00c9 destacado que esse evento tr\u00e1gico evidencia o despreparo das cidades para lidar com as consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<h3><strong>Integra\u00e7\u00e3o entre pesquisa e a\u00e7\u00e3o governamental para cidades mais resilientes<\/strong><\/h3>\n<p><span>Suzana Kahn, diretora-geral da Coppe UFRJ, afirmou ao jornal que defendeu uma maior integra\u00e7\u00e3o entre as pol\u00edticas p\u00fablicas e a pesquisa acad\u00eamica, que tem estudado solu\u00e7\u00f5es para os espa\u00e7os urbanos no cen\u00e1rio nacional.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cGrande parte das solu\u00e7\u00f5es existe. Voc\u00ea pode, de fato, mitigar e adaptar as cidades. Os governos \u2013 municipal, estadual ou federal \u2013 deveriam utilizar mais o conhecimento que existe no pr\u00f3prio pa\u00eds. A gente est\u00e1 investindo e n\u00e3o est\u00e1 utilizando\u201d, disse ela no artigo original.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Ela prossegue falando sobre a necessidade de capital no campo: \u201cTem um Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais], \u00f3rg\u00e3os que emitem extremamente importantes, mas falta a ponta. Quem vai comandar, reestruturar, fazer os projetos, implementar, executar. Isso tudo precisa de dinheiro e de uma s\u00e9rie de especialidades que poderiam estar sendo levadas \u00e0 frente pelas parcerias com universidades e centros de pesquisa.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3><b>A infraestrutura \u00e9 um aspecto crucial para a forma\u00e7\u00e3o de cidades inteligentes<\/b><\/h3>\n<p><span>A mat\u00e9ria tamb\u00e9m destaca Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes. Ele aponta que, antes de mais nada, a cria\u00e7\u00e3o de cidades inteligentes come\u00e7a a partir da cria\u00e7\u00e3o de uma infraestrutura adequada para os moradores.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Quintella ressalta que os gestores p\u00fablicos precisam mudar a mentalidade na elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, que devem ser orientadas por planos de estado, n\u00e3o pela pol\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p><span>Por esse \u00e2ngulo, ele comenta: \u201cMuitas vezes as obras s\u00e3o feitas tentando economizar ao m\u00e1ximo e sem pensar em preven\u00e7\u00e3o de longo prazo. Os investimentos s\u00e3o mal aplicados para caber dentro de mandatos. Os planos t\u00eam que ser de Estado, apol\u00edticos, apartid\u00e1rios e se apresentar uma linha mestra\u201d, expressa.<\/span><\/p>\n<h3><b>A\u00e7\u00f5es preventivas s\u00e3o mais baratas do que arcar com os efeitos de situa\u00e7\u00f5es de desastre<\/b><\/h3>\n<p><span>J\u00e1 Sabine Zink, cofundadora do SAS Brasil, salienta que o valor gasto com medidas preventivas pode ser mais barato para Estados e munic\u00edpios do que os encargos para lidar com&nbsp;os efeitos de enchentes e deslizamentos de terra.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>\u201cO custo de um tratamento de c\u00e2ncer em est\u00e1gio mais avan\u00e7ado \u00e9 17 vezes mais caro. Essa \u00e9 a l\u00f3gica que a gente vai precisar incorporar no planejamento das cidades e do pa\u00eds daqui para frente\u201d, disse ela.&nbsp;<\/span><\/p>\n<h3><span>O papel das redes na forma\u00e7\u00e3o das cidades inteligentes<\/span><\/h3>\n<p><span>Por \u00faltimo, Stella Hiroki, pesquisadora e doutora em cidades inteligentes da PUC de S\u00e3o Paulo, destaca que detalhes como moradia, deslocamento e at\u00e9 publica\u00e7\u00f5es nas m\u00eddias sociais est\u00e3o acess\u00edveis e podem ser usados para formar solu\u00e7\u00f5es locais. Ademais, \u00e9 apontado que Hiroki concorda que \u00e9 essencial parar de copiar solu\u00e7\u00f5es de fora e&nbsp; que \u00e9 preciso desenvolver projetos ancorados na realidade brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span>Ela finaliza a mat\u00e9ria dizendo: \u201cEm vez de colocar muito dinheiro no or\u00e7amento p\u00fablico em uma licita\u00e7\u00e3o para criar um software, \u00e9 poss\u00edvel olhar as informa\u00e7\u00f5es que a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 alimentando nas redes sociais para tra\u00e7ar qual que vai ser o plano de emerg\u00eancia e como \u00e9 poss\u00edvel preparar a popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infraestrutura tem sido um desafio para cidades brasileiras. 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